Dicas para seu otimismo não espantar investidores

2 comentários

Este texto faz parte da coluna da Plataforma Brasil feito especialmente para os leitores do Saia do Lugar.

Já presenciei inúmeras apresentações, onde startups e negócios já estabelecidos mais que desejavam atrair investimentos, simplesmente não consideravam nenhuma possibilidade de fracasso. Para eles nada iria sair errado e pela primeira vez na história um planejamento seria concretizado sem nenhum atraso ou furo.

Nessas situações, quem realiza a apresentação faz malabarismos para irradiar um otimismo contagiante, muita confiança e uma energia de impacto, mas simplesmente não considera o pavor que gera na plateia cética, fria e experiente, composta por analistas treinados a encarar o “não” como algo tão importante e lucrativo como o “sim”.

O fato é que se trata de um momento muito importante para ser desperdiçado.

Então, reunimos aqui 4 dicas:

1- Otimismo e confiança são coisas diferentes

Analistas de investimentos não querem tratar com otimistas ou pessimistas irremediáveis. A experiência dessa gente ensina que onde existe uma mínima possibilidade de algo dar errado, é justamente o que vai acontecer.

Já empreendedores confiantes, transmitem a ponderada idéia de que muito embora sejam cientes do enorme desafio e dos prováveis imprevistos, possuem a capacidade necessária para navegar em segurança.

Mas não se esqueça, essa confiança tem que ter o pé na realidade. Uma postura transmite cegueira, a outra lucidez.

2- Não esconda os problemas e as suas próprias dúvidas

Nada confere maior credibilidade, do que a verdade nua e crua exposta sem maquiagens, aliada a uma postura conscientemente crítica, sobre o projeto que se pretende desenvolver.

3- Clareza, objetividade e profundidade

Fuja das “bobagens”” corporativas. Analistas detestam essas inutilidades. No lugar disso, apresente um material que reflita organização, com muita objetividade e profundidade nos números tanto quanto nos conceitos aplicados ao negócio.

4- Coloque-se no lugar do seu interlocutor

Investidores sentem falta de diálogos e interlocuções, onde sejam compreendidos em suas responsabilidades como gestores de recursos de terceiros

Eles precisam prestar contas por suas decisões e vão responder pelos fracassos associados. Portanto, analisar um empreendimento que carrega transparência nas informações, e que considera a necessidade disso após a realização dos investimentos, sem dúvida alguma causará grande conforto.

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Lembre-se, apresentar uma possibilidade de investimentos não se trata de um exercício de convencimento, é antes de tudo um exercício de análise e julgamento em profundidade.

Abraços,

Gustavo Chierighini, da Plataforma Brasil

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  • http://www.twitter.com/cristianosilver @CristianoSilver

    Excelente post! Usaram a própria dica: “Clareza, objetividade e profundidade”. :D

  • http://twitter.com/thahy Thahy Valente

    Vou aplicar as dicas na minha vida amorosa.
    Vai que dá, né?