Caso de empreendedorismo: O velhinho e o vendedor de motos

11 comentários

Li esse caso no livro O profissional Pit Bull de Luiz Paulo Luppa (ótimo livro, por sinal). É uma história que nos faz refletir sobre a importância de tratar bem todas as pessoas, não só as com maior potencial de dar lucro.

O velhinho e as motos

O velhinho e as motos

Certo dia um senhor de idade entrou em uma concessionária de motos em São Paulo. Vendo que o senhor dificilmente teria condições de andar de moto, os vendedores o ignoraram e continuaram batendo papo entre si. Porém, um dos vendedores decidiu “sair do lugar” e ir atender o senhor.

Após certo tempo de conversa, o senhor  havia demonstrado interesse em uma das motos mais caras, mas pelo que o vendedor tinha entendido, um outro modelo, mais barato, satisfazia melhor as necessidades do senhor. Após essas recomendações e toda a gentileza do vendedor, o velhinho decidiu revelar sua verdadeira identidade (não, ele não era o Batman).

O senhor era dono de uma pizzaria que havia acabado de ser inaugurada no bairro e estava comprando uma frota de motos para realizar as entregas. Devido à atenção que o vendedor lhe deu e pelo ato sincero de gentileza, o velhinho acabou fazendo a compra de toda sua frota com esse vendedor. Logicamente, no final do dia a comissão desse vendedor foi muito maior do que os outros que ficaram batendo papo.

Será que as vezes não deixamos passar oportunidades como essa por mera preguiça de fazer nosso trabalho?

Por via das dúvidas, seja gentil com todas as pessoas, no mínimo, isso te fará uma pessoa mais feliz. Lembre-se dos conselhos de nosso grande herói, He-man: “A maneira certa, é a melhor maneira”.

Abraços,
Millor Machado (atendendendo a todos)

P.S.: Agradecimentos ao Wellington Rodrigues por confirmar a fonte do caso.

Caso você seja dono(a) de uma pizzaria, não podemos oferecer uma frota de motos, mas oferecemos nossa frota de artigos pelo Twitter: @empreendemia

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  • janainaschussler

    Muito bom este caso!

  • http://www.saiadolugar.com.br Millor Machado

    Valeu Janaina!

    Você já passou por situação parecida?

    Abraços

  • http://janaschussler.blogspot.com/ Jana Schussler

    Sim, já passei, mas como cliente.
    Entrei numa loja e as vendedoras não me atenderam apenas por estar com uma sacola de uma loja popular. Deixei de comprar nesta loja!
    Mas quando trabalhava no atendimento sempre atendia os clientes com máximo de cuidado.

  • Adilson Tavares

    No dia a dia, se ve comportamentos destes. Eu mesmo no passado tive um atitude parecida ao do grupo. Me dei mal, foi uma lição cara para mim e meu bolso.

  • http://www.saiadolugar.com.br Millor Machado

    Adilson,
    Que acha de contar essa história na nossa sessão Casos de Leitores?

    Abraços!

  • Sprachklubwien

    O conselho do He-man foi ótimo :D

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  • Hyllo Gregório

    O pré-conceito que fazemos de outras pessoas, sem ao menos conhecê-las, acaba fechando ou deixando de abrir muitas portas para as nossas vidas. O que nos diferencia é o quanto nós nos apegamos a esses pré-conceitos. Ótimo post.

  • Thiago Takiyama

    Tenho um quiosque em um Shopping aqui na cidade de Guarulhos, porém trabalho no atendimento e vendas também, como estava neste papel duas clientes chegaram com uniforme da Tim, uma interessada em comprar meu produto e a outra não, a que estava interessada pediu dois, a que não estava interessada criticou a amiga, dizendo que ela não deveria fazer isso, falou que ela não podia gostar, falou que era caro e quando eu cobrei a caixinha de presente que é individual e cobrada, ela achou um absurdo e falou poucas e boas para mim, eu falei os motivos etc, mas a amiga acabou comprando apenas um e levando o produto sem a caixinha mesmo.
    Não gostei da atitude dela, pois ela também trabalha nessa mesma área e deveria entender o lado do Vendedor, e acabei falando para meu sócio, se um dia eu for comprar um celular nunca vou comprar com essa pessoa.

    Passaram alguns dias e houve a necessidade de comprarmos 2 Smartphones, acabamos 
    indo na Tim, e a única pessoa para nos atender, era ela. No momento não lembrei, escolhemos dois celulares Top de linha com plano pós-pago, na hora que estavamos fechando negócio, meu sócio perguntou pra mim se eu não estava lembrando dela, na hora lembrei e subitamente falei que não ia levar os celulares, ela perguntou o por que e respondi o motivo, ela lembrou na hora e ficou toda sem graça e percebeu que eramos os proprietários do quiosque. O tratamento dela foi totalmente diferente conosco.
    Deixamos passar e acabamos levando os celulares. Mas a fomosa frase “O Mundo dá voltas” cabe muito bem em todas as ocasiões.

    Um abraço ao pessoal do Saia do Lugar! 

    • http://www.saiadolugar.com.br Millor Machado

      Oi Thiago, tudo bem?

      Bacana demais o seu relato! É impressionante como o pessoal não percebe que não tem nenhum motivo para ficar de má vontade com os outros. No mínimo, é uma questão de educação.

      Também acho que você fez certo em ter deixado passar. Pode ter certeza que ela aprendeu a lição.

      Abraços!