Porque as empresas quebram?

6 comentários

Mas afinal, porque as empresas quebram?

É fato que não devemos procurar somente exemplos de empresas que alcançaram o sucesso, também devemos aprender com as empresas que não deram certo para que possamos saber o que devemos evitar fazer em nosso dia-a-dia.

Essa semana postarei uma série com alguns exemplos de empresas que fecharam suas portas em 2010 (exemplos retirados do The New York Times), para que possamos avaliar e ver se não estamos indo pelo mesmo caminho que elas. (Espero sinceramente que não).

Segue o primeiro caso:

Empresa: Wesabe
Um site de finanças pessoais baseado na cidade de São Francisco (EUA). Wesabe abriu suas portas em 2006 e as fechou em julho de 2010.

No auge
Wesabe foi um dos primeiros sites a lidar com finanças que surgiu na web. Seus fundadores, Mr. Headlund e Jason Knight, idealizaram um site que ajudasse seus usuários a controlar seus gastos e tomar decisões financeiras mais inteligentes. A empresa recebeu duas rodadas de investimentos totalizando $4,7 milhões e teve um total de 150.000 usuários cadastrados no primeiro ano.

O que deu errado?
Dez meses depois da Wesabe abrir as portas, um competidor, Mint.com, apareceu. Mint tinha um nome melhor, um design melhor e tinha uma interface mais simples de ser usada. Em nove meses, Mint já tinha 300.000 usuários cadastrados e recebido $17 milhões em investimentos. Em 2009, Mint foi vendido para a empresa Intuit por $170 milhões de dólares.

Olhando para trás
Mr. Headlund deseja que eles tivessem simplificado a experiência de seus clientes tinham no site. “Nós queríamos ajudar as pessoas, mas elas tinham muito trabalho para ter essa ajuda”.

Que lições valiosas podemos tirar do exemplo da Wesabe? Será que estamos simplificando a experiência de nossos clientes?

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Para alimentar o assunto para amanhã, recomendo o post: 12 dicas para falir sua empresa.

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  • http://twitter.com/neigrando Nei Grando

    Gostei do artigo – realmente interessante, mas aponto outros Fatores Críticos de Fracasso:
    •Ter motivo, mas não ter motivação; ou não ser empreendedor lutador;
    •Sócios desnecessários; escolhidos sem critérios; ou que não contribuem;
    •Lucros divididos sem invest. proporcionais;
    •Falta de confiança e comunicação;
    •Atuar em setores que: não gosta, desconhece, ou pouco atraentes;
    •Empreender sem considerar o equilíbrio de vida;
    •Modelo de negócio que não dá lucro rapidamente e de modo sustentável;
    •Falta de FOCO;
    • …

    http://neigrando.blog.br

    • Lucas

      Olá Nei, tudo bem?

      Muito obrigado por compartilhar, tenho certeza de que estes são fatores realmente críticos e que levam ao fracasso certo. Em especial, pra mim, o fato de empreender e perder o equilíbrio da vida, isto é o que desequilibra todo o resto e quando você se dá conta, não tem mais como voltar atrás sem cair.

      Por sinal, muito bacana seu blog. Começarei a acompanhar!

      Continue comentando nesta série de “Porque as empresas quebram?”, gostei muito da sua participação.

      Abraços,

    • Eloir – Curitiba Contábil

      Apenas colaborando com a lista…
      - não ouvir os alertas do contador
      - não investir no próprio desenvolvimento
      - achar que esta tudo bem porque tem dinheiro no banco…
      - etc..

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=554612159 Wilton Pinheiro

    Lucas, ótimo post. Quero ver a sequencia. Esse tipo de análise em empresas “.com” é bem inovador. Agora me pergunto: o que significa o “quebrar”?
    Eu interpreto de duas formas:
    1 – Não conseguiu gerar o valor desejado aos acionistas e eles simplesmente desistiram de continuar investindo e resolveram parar. Veja que isso pode acontecer mesmo com fluxo de caixa positivo.
    2 – Ficou sem liquidez, ou seja, não conseguiu mais honrar obrigações financeiras.

    Eu tenho a impressão que fora do mundo “.com” quando uma empresa de pequeno ou médio porte quebra ela geralmente se enquadra no #2, mas no mundo .com e das SA´s existem vários exemplos do #1. O que gera certa confusão entre o termo “quebrar” e “descontinuar”.

    O que acha?

    Abração e parabéns!

    • Lucas

      Olá Wilton, tudo bem?

      Muito bacana você ter levantado esse ponto. Creio que essas interpretações merecem ser avaliadas caso a caso da série. Por exemplo, neste caso da Wesabe, creio que o que tenha ocorrido foi o caso 1. Já no próximo caso, da Gotham, acredito que o caso 2 seja melhor aplicável, concorda?

      Obrigado pelos parabéns e espero ver você contribuindo mais poraqui.

      Abração!

  • Anônimo

    Legal a proposta da série. Vou acompanhar.

    Este primeiro artigo me lembrou um pouco o  @DHH da 37Signals (é o mesmo cara do RubyOnRails).
    Ele prega justamente pela simplicidade da UX e como entregar um produto simples pode ser chave.

    Rafael