Desenvolvimento de produtos: A importância de uma boa demonstração

Terminando nossa série de artigos sobre desenvolvimento de produtos, vou falar sobre a última etapa do processo desenvolvimento, a demonstração do produto.

Demonstração do iPhone

iPhone no seu lançamento

Porque preparar uma demonstração do produto?
Você está desenvolvendo um produto novo, isso significa que as pessoas não o conhecem, portanto ainda não o acham a coisa mais linda do universo. Seu objetivo é que após a demonstração, as pessoas vejam uma luz branca saindo do céu e ilumine toda a terra ao som de anjos querubins cantando o bolero de Ravel.

Ou seja, você precisa convencer a platéia, seja ela um cliente em potencial ou o seu chefe, de que o produto é bom. Cair nas graças da platéia te fará uma pessoa feliz, simples assim.

Quando devo demonstrar o produto?
Sempre! Uma boa demonstração será útil tanto para mostrar sua visão para equipe de projeto ou para vender o produto para um cliente ou investidor.

Como fazer para demonstrar o produto?
Um produto é definido pela sua forma e pelas funções que ele executa.

Se o seu diferencial é o design, prepare uma “casca” que mostre para as pessoas o quão bonitão ele é, sem necessariamente ter todas as funções. Caso o produto tenha alguma função inovadora que seja o seu destaque, uma caixa de papelão que execute as funções já mostra as características.

Analise o que a platéia quer ver e entregue isso. A velha política do pão e circo ainda vale para os dias atuais.

Características de uma boa demonstração
Assim como o produto em si, a demonstração precisa ter os atributos CUS.

  • Credibilidade: Você precisa mostrar que o produto “aguentará o tranco” na hora de ir pro mercado. Imagina que feio falar sobre o seu hipercomputador e ele travar na hora da apresentá-lo?
  • Utilidade: Não corra o risco de passar vergonha fazendo uma mega apresentação sobre algo inútil. Demonstrar de forma magnífica um cometa para um dinossauro só incomodará o dinossauro e desperdiçará seu tempo.
  • Simplicidade: Quase ninguém se importa com “como o produto foi feito”. Mostrar ele funcionando na prática e convencer as pessoas de que isso fará a vida delas melhor é tudo que você precisa.

Demonstração de boas demonstrações

Borracha protetora: Aos 25 segundos é provado por A+B que o produto é confiável. Mostre o vídeo para seus amigos e repare na reação deles ao ver esse trecho do vídeo. (link no Youtube)

Liquidificador: A Blendtech fez alguns vídeos demonstrando seu liquidificador. Nesse vídeo um iPhone é testado, confira o resultado. (link no Youtube)

Mais vídeos da série Will it Blend aqui.

Conclusão
Uma imagem vale mais do que mil palavras. Quantas imagens será que valem uma boa demonstração?

Abraços,
Millor Machado (estimulando o canto dos anjos querubins)

Se você está lançando seu produto, vale a pena ler nosso livro sobre desenvolvimento de produtos. Confira agora o Desenvolvimento de Produtos sem enrolação.

Dica ao empreendedor: Flexibilidade, a maior amiga do empreendedor iniciante

A dica de hoje foi dada por Usman Sheikh no seu blog Journey of a Serial Entrepreneur.

Considerando as dificuldade no momento de começar a sua empresa, a última coisa que você quer ser é inflexível sobre qual tamanho seu negócio deve seguir.

Enquanto os sócios estiverem motivados o suficiente para fazer o negócio “funcionar”, é apenas uma questão de achar o modelo correto. Isso requer contínuo feedback do mercado sobre o que agrada ou não os seus clientes.

Se você é incapaz de mudar com os feedbacks, sua única alternativa é pedir várias vezes a um cliente em potencial que ele compre seu produto.

Se ninguém está comprando, você precisa repensar cuidadosamente o seu posicionamento de mercado ao invés de ficar reclamando do mercado e do produto/serviço.

Caso de Empreendedorismo: Excelência Inglesa

Apresentação

Meu nome é Niels Kokholm e sou o Diretor Executivo da Excelência International, uma escola de inglês em Campinas com uma abordagem inovadora em ensino de inglês no Brasil. A partir de hoje eu escreverei no Saia do Lugar sobre minha experiência como empreendedor, dando dicas práticas sobre o que deu certo e também sobre o que deu errado.

Excelência Inglesa

Excelência Inglesa, atual Excelência International

Quais serão as dicas?

“É melhor seguir um plano ruim do que não ter plano algum” – falou o ilustre e habilidoso ex-jogador de xadrez Alexander Kotov. Claramente ninguém quer seguir um plano ruim, mas o que Alexander quis com essa frase foi nos lembrar de uma verdade universal: se você não tem um plano, você está à deriva, sem nenhum senso de direção. Sem nenhum senso de direção, o sucesso da sua empresa está jogado ao acaso; e ‘acaso’ é completamente indesejável na gestão de um negócio, mesmo porque qualquer ferramenta de gestão usada ou ação tomada tem como objetivo alcançar transparência e previsibilidade do seu negócio.

Por isso, antes de começar, escrevo abaixo a lista com os tópicos que serão abordados nos meus posts:

1- Os erros mais comuns de uma Análise SWOT
2- Elaboração da proposta de valor do negócio baseada na análise de mercado
3- Testando nossas premissas através de questionários e também na prática
4- Elaboração do plano de marketing com as seguintes etapas:

a) Como atrair clientes por mídias tradicionais e online
b) Como receber e servir clientes, e como implementar a proposta de valor em baixa e alto escalas
c) Como avaliar o trabalho feito e corrigir erros
d) Como processar novos dados e como computá-los e cruzá-los para gerar informações úteis

5- Plano de logística pra curto, médio e longo prazos

Sendo assim, no próximo post falarei sobre como fizemos nossa análise de mercado e como demos nossos primeiros passos.
Fique ligado.

Abraços,
Niels Kokholm (just warming up)

Dica ao empreendedor: Seja eficiente nas suas vendas

A dica de hoje foi dada por Seth Godin em seu blog.

Se você quer cavar um buraco profundo, você precisa ficar no mesmo lugar. Se você andar pela cidade com uma pá pequena, você cavará centenas de pequenos buracos, mas nenhum grande.

Ligue 10 vezes para uma pessoa e você talvez faça uma venda. Ligue para 10 pessoas uma vez e provavelmente você ganhará 10 rejeições.

Uma coisa importante para lembrar é que eventos separados são normalmente separados. Se você usar a mesma abordagem ineficiente em mil pessoas, ela não vai funcionar melhor só porque você a usa mais frequentemente.

Eventos conectados, por outro lado, normalmente se beneficiam pela frequência e pelo laço de confiança.

Isso leva a 2 estratégias viáveis:

  1. Você pode ficar parado. Ganhe a confiança e ganhe a venda demonstrando várias vezes o seu valor e a sua competência.
  2. Se você não consegue ficar parado, pegue uma pá maior. Seu esforço de marketing e vendas deve ser refinado e focado para que funcione de primeira, porque você não terá uma segunda chance.

Vídeo: Porque ter um bom atendimento (United Breaks Guitars)

O vídeo de hoje foi recomendado pelos nossos amigos da Somma Online e conta a história de uma banda de Country que teve seus instrumentos quebrados em um vôo da United Airlines.

Em “homenagem” a esse fato eles criaram um vídeo contando essa história de forma bem divertida e com uma ótima música.

O vídeo original teve quase 5 milhões de visualizações. Será que isso teve algum impacto negativo na marca da United Airlines?

Para ver o vídeo no Youtube, clique aqui.

Abraços,
Millor Machado (fazendo de tudo para não quebrar os violões dos clientes)

Dica ao empreendedor: Como dar nome a uma empresa

A dica de hoje foi dada por Guy Kawasaki, em seu post The Name Game, em seu blog How to Change the World.

Sua empresa será para seus clientes o que seu nome diz.

Aqui vão 6 dicas (e mais um bônus) que podem te ajudar a encontrar um bom nome:

Comece com uma letra do início do alfabeto: sua empresa ou produto estará listada em guias de exposições, sites na internet e planilhas, todas elas geralmente ordenadas em ordem alfabética. Você prefere aparecer no começo ou no final da lista?

Evite usar X e Z (esta dica é mais aplicável à língua inglesa): além de estarem no final do alfabeto, são difíceis de soletrar e pronunciar. A própria Xerox (um caso a parte), que abrasileirado virou “cheroquis”, na verdade se lê como se fosse com “Z” (zer0x).

Potencial de cair na boca do povo: as pessoas começaram a tirar Xerox ao invés de cópia, a comprar Maizena ao invés de amido de milho e Gillete ao invés de lâmina de barbear. Já se fala também em “googlar”, “orkutar” e “photoshopar”. Nomes pequenos facilitam a “verbalização”. Seu nome tem esse potencial?

Soe diferente: a Google conseguiu ser diferente em sua época, mas o que aparecer agora como Zoogle, Mingle, Bing, dificilmente conseguirá distaque

Tenha lógica: se uma fábrica se chama Sapataria Monte Azul, ela provavelmente produz sapatos e não sorvete.

Cuidado com tendências: elas são perigosas. Hoje uma tendência tem um significado, amanhã significa algo totalmente diferente. E nem toda tendência funciona para todo tipo de empresa ou produto (é o mesmo problema que encontramos na criação de logotipos).

Bônus – Pense no logotipo (dica adicionada por Mauro): um nome sonoramente agradável não significa necessariamente que ele é visualmente bonito. Escreva o nome num papel e imagine as possibilidades do logotipo. Seu nome não será apenas ouvido, mas também lido e mentalizado.

Dica ao empreendedor: Curso de gestão para mulheres empreendedoras – Fundação Dom Cabral

A dica de hoje foi mandada por Chloé Fournier da Fundação Dom Cabral.

A Fundação Dom Cabral, uma escola de educação executiva, está realizando o Programa Mulheres Empreendedoras FDC, totalmente gratuito para mulheres empreendedoras que não possuem condições financeiras de arcar com treinamentos em gestão de negócios.

Este programa é parte da iniciativa 10,000 Women, idealizada pelo banco norte-americano Goldman Sachs, e tem como objetivo estender a formação de negócios a 10.000 mulheres de países emergentes e que não teriam acesso a essa oportunidade. Para isso, irá oferecer conhecimentos em gestão de negócios e no desenvolvimento de habilidades gerenciais.

No Brasil, a Fundação Dom Cabral foi uma das escolas escolhidas para participar desta grande iniciativa, para desenvolver 500 mulheres durante 5 anos.

Para saber mais sobre o Programa Mulheres Empreendedoras FDC, acesse http://www.fdc.org.br/10000women/.

Perguntas à especialista: Mulheres empreendedoras

Paola Tucunduva

Paola Tucunduva

Paola Tucunduva é sócia-diretora da Evolution Training, graduada em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas e é facilitadora do Empretec-Sebrae, programa comportamental desenvolvido pela ONU para empreendedores.

Ela possui 15 anos de experiência em gestão do negócio, sendo responsável pela implantação e gestão de lojas e industria, dos sistemas de qualidade total e ISO 14.001 e coordenação de uma equipe com mais de 140 colaboradores

Em 2008 Paola foi finalista do Woman Business Award 2008: ONU/UNCTAD.

Na sua opinião, o que faz as mulheres boas empreendedoras?
Sensibilidade, a experiência da maternidade nos ensina a força da natureza e nos da força para construir um mundo melhor para nossos filhos.

Qual a situação atual do empreendedorismo feminino brasileiro?
Os desafios do empreendedorismo feminino em qualquer lugar do mundo é conseguir equilibrar vida profissional, vida familiar e vida pessoal, isto é como cuidar dos filhos e família e da empresa. O empreendedorismo feminino tem crescido e ajudado no desenvolvimento da nossa economia.

Quais as maiores dificuldades encontradas pelas mulheres no momento de empreender?
Preconceito e falta de apoio da família.

Quem são as mulheres que vem na sua mente quando se fala sobre empreendedorismo de sucesso?
Luiza (Magazine Luiza)

Qual a principal recomendação para a mulher que está pensando em empreender?
Estabeleça suas metas, faça um bom plano e seja muito persistente

Caso você tenha sugestões de temas ou especialistas a serem entrevistados, por favor mande sua sugestão para empreendemia@empreendemia.com.br

Dica ao empreendedor: Fidelize seus clientes inovando no bom atendimento

A dica de hoje foi dada pelo nosso leitor Victor Batista. Victor é publicitário especializado em Marketing Digital e escreve sobre publicidade e marketing no blog Marketagem.

Muito se questiona de como fidelizar clientes no mundo “canibal” que vivemos, onde a concorrência é quase sempre monstruosa. Com isso o cliente ganha mais poder de barganha e acaba naquela: “Seu preço está alto, outra empresa faz a mesma coisa e está x.”

Como podemos evitar isso?

A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo, basta inovar e atrelar experiências positivas ao produto vendido, quando na verdade o que estará sendo vendido é a experiência e não produto. Com isso, além de cliente, o consumidor vira seguidor da marca.

Então fica a dica, a inovação que falo não é tecnológica, pois tecnologia pode ser comprada. A inovação deve partir da cabeça do empreendedor, seja em um processo de atendimento ou em um processo interno da empresa, pois o que é da empresa não pode ser comprado e não pode ser copiado.

Se você tem uma dica para os leitores do blog, por favor mande para empreendemia@empreendemia.com.br

Dica ao empreendedor: Analise os riscos ao empreender

A dica de hoje foi mandada por Tim Berry no blog Up and Running.

Você consegue lidar com os riscos de abrir uma empresa?

Para fazer a análise dos riscos, primeiro conheça a diferença entre risco específico e risco geral:

  • A rotatividade dos empregados é um risco geral, mas ser dependente de 2 empregados muito importantes é um risco específico.
  • Perder clientes é um risco geral, mas ter um negócio que depende de um cliente para a maioria das suas vendas é um risco específico.

É muito comum as pessoas só baterem o olho nos riscos específicos e acabarem esquecendo do resto. Quando você está começando um negócio, comprando um negócio, ou gerindo um negócio, você precisa reconhecer também os riscos gerais.

Somando à lista acima, também temos:

  • Fluxo de caixa não constante
  • Economia em queda (a famigerada crise)
  • Um importante fornecedor se dando mal
  • E muitos outros

Se você está começando um negócio ou fazendo um crescer, você tem uma vida arriscada. E lembre-se, que riscos causam extremos, são tanto bons quanto ruins: existem muitos benefícios e vantagens em ter seu próprio negócio, mas também existem desvantagens.