Dicas para empresas de base tecnológica

Fala-se muito na defasagem tecnológica do Brasil em relação a países de 1º mundo, mas felizmente temos visto iniciativas para reverter isso, como o Instituto Inovação, Adrenax, Fapesp, o Fundo Criatec e o Governo Federal através da Finep.

Incentivos como os realizados por essas organizações à criação de empresas de base tecnológica (definição:”…empresas que tem como principal insumo os conhecimentos e as informações técnico-científicas.“) são cruciais para que o país passe a exercer um papel de liderança em inovação tecnológica e não fique sempre correndo por fora.

Dada essa grande importância, colocamos abaixo algumas dicas para quem quer abrir ou está abrindo uma empresa de base tecnológica.

Incubadoras
Definição: ambiente para auxiliar o estabelecimento e crescimento inicial de empresas de base tecnológica.
O que oferecem: local físico (junto com outras empresas incubadas), serviços básicos administrativos e de suporte (advogado e contador), consultorias (normalmente em gestão), realização de cursos e workshops – tudo isso com um custo bem mais baixo que o normal.
Por que incubar: ganhar tempo para pesquisa e desenvolvimento (P&D;). Nos estágios iniciais a tecnologia não é comercializável e o seu mercado foco ainda está sujeito a muita incerteza; além disso, a falta de experiência em gestão é minimizada pela ajuda de consultores e acesso fácil a serviços básicos.
Principal diferencial: contatos, acesso a investidores formais, proximidade com universidade, ambiente com outras empresas nascentes – estar num ponto chamativo para novas oportunidades.
Como achar uma? Procure sempre perto de grandes universidades e cheque suas referências e especialidades.

Incentivos fiscais
Apesar das nossas leis e impostos não serem os fatores mais favoráveis ao empreendedorismo, existem incentivos fiscais sobre imposto de renda e compra de equipamentos para P&D; na lei do bem. Logo, se você se encaixa, fique atento a essas e outras possibilidades.
Peça um guia sobre como identificar e usar incentivos fiscais para P&D; aqui.

Financiamento
Ao contrário de um empreendedor de subsistência, empresas de base tecnológica dificilmente pegam financiamento de bancos, especialmente por causa dos altos juros. Para elas existem tanto os financiamentos públicos, principalmente através da Finep, quanto os investidores formais, desde investidores anjo até venture capital (veja portal capital de risco e Fundo Criatec).

Universidade
Esteja próximo de universidades de ponta em pesquisa, já que através delas você encontra os mais avançados pesquisadores, pesquisas e laboratórios – pontos básicos para seu processo de P&D.; Além disso, universidades apresentam também oferta de mão-de-obra altamente qualificada, tanto para P&D;, quanto para Gestão.

Você tem mais dicas? Por favor, poste como comentário.

Abraços,
Luiz Piovesana (pela inovação tecnológica brasileira)

p.S.: Agradecimento ao Danilo Herrero pela sugestão do tema.

Dica diária ao empreendedor 39: Fique atento às responsabilidades do contador

A dica de hoje foi dada pelo blog Beco com Saída: um canal de comunicação com todos os empreendedores que sonham em abrir o próprio negócio e para aqueles que já estão há algum tempo no mercado.

O contabilista responde pela veracidade das informações contábeis e financeiras da empresa, pelas obrigações de ordem legal e pelas assumidas contratualmente.

A natureza jurídica da responsabilidade pode ser contratual e extracontratual. A primeira se aplica ao profissional liberal, em que as obrigações fazem parte das cláusulas de um contrato e a segunda, se o profissional violar o dever legal, previsto pelas normas do Conselho Federal de Contabilidade.

Caso o contabilista pratique atos dolosos – com intenção, ou que assuma o risco de provocar danos à sociedade, ou terceiros – será responsável solidário com o empresário, isto é, respondem o contador e o empresário pelos prejuízos causados a terceiros.

A Caixa: um exemplo de bom atendimento

Falamos bastante sobre bom atendimento aqui no Saia do Lugar, especialmente no post: Bom atendimento: fidelização e felicidade dos clientes.
Contarei agora uma história ocorrida recentemente que me chamou a atenção positivamente. 

Na segunda-feira decidi comemorar meu aniversário em algum barzinho em Barão Geraldo, distrito de Campinas-SP. Na dúvida sobre onde ir, me recomendaram um bar novo que ainda não tinha nome, mas que é conhecido como a Caixa (sim, o bar fica dentro de uma caixa).

Chegando lá não vi nada demais, cerveja gelada por um preço bom e atendimento rápido, mas depois de certo tempo algo me chamou atenção. O dono do bar, o Alemão, veio algumas vezes à nossa mesa perguntar se estava tudo certo, pedir sugestões e trocar uma ideia em geral.

Depois de um tempo, não satisfeito em já estarmos satisfeitos, ele solta a seguinte frase: “O Alemão está bonzinho hoje, vamos fazer um sorteio e um de vocês ganhará o meu melhor sanduíche. O X-Bonzão”. Como era o aniversariante, fui escolhido para comer o sanduíche (uma delícia por sinal, merece um post exclusivamente sobre seus ingredientes e sua explosão de sabores).

Maravilhas do X-Bonzão a parte, mencionarei como o Alemão seguiu os fundamentos do Marketing já mencionados no Saia do Lugar e como isso me fez um consumidor feliz (e sem fome).

  1. Alcance o nível pessoal: Pra mim ele não é mais um sanduiche, é o X-Bonzão. Agora quando penso em sanduba em Barão eu penso nele. Faça o cliente lembrar de você logo quando algum produto vier a mente dele.
  2. Prometa pouco, entregue muito: Existe algo chamado modelo de Kano que diz que entregar mais do que o cliente espera gera uma satisfação MUITO maior do que apenas o que ele espera. Fui lá esperando um bar normal, mas senti que minha opinião era importante pro dono do bar, ganhei um sanduiche de graça e o atendimento foi muito mais rápido do que eu esperava. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz.
  3. Promova test-drives em um produto novo: Dar sanduiches gratuitos é uma forma de promoção muito boa para fazê-lo famoso. Vai que algum dos clientes tem um blog e decide escrever sobre o produto?
  4. Peça mais clientes aos seus clientes: Enquanto eu tinha aquela maravilhosa experiência gustativa, ele me pediu para descrever aos meus amigos o quão bonzão era o X-Bonzão. Obviamente confirmei que ele merecia o nome e o recomendei às pessoas da mesa.
  5. Serviço ao cliente é o rei: O bar não tem nem nome, quanto mais material publicitário. Em compensação ele está indo muito bem e tem movimento todos os dias da semana. Será que isso é coincidência?
Fica aí o caso de sucesso do Alemão. Quem quiser um bom ambiente para beber e comer em Barão, procure pela Caixa (o nome oficial é Rédi Bar), perto da rotatória da Unicamp da av. 1. 

E você, que tem feito para surpreender seu cliente?

Abraços,
Millor Machado (por um mundo em que os clientes são surpreendidos)

P.S.: Reparou que eu não mencionei preço em nenhum momento? Não tenho a mínima ideia de quanto custa o X-Bonzão, mas tenho certeza que o pedirei todas as vezes que for na Caixa, mesmo que seja bem mais caro que os outros sanduiches.

Dica diária ao empreendedor 38: Melhore a vida das pessoas e não tenha medo de começar sua empresa

A dica de hoje foi dada por Jack Welch. Jack foi CEO da General Eletric de 1981 a 2004 e nesse período o valor de mercado da companhia saltou de 14 bilhões para 410 bilhões de dólares.

Em tempos de recessão, nenhuma empresa nova terá grandes chances de sucesso, a não ser que trabalhe com uma proposição de valor nitidamente superior às disponíveis no mercado.

É verdade que até pouco tempo atrás era possível pegar um produto ou serviço do concorrente, modificá-lo ligeiramente ou introduzir um ou dois recursos novos e convencer os clientes a pagar mais por ele. Mas hoje todo mundo está na defensiva e os dias de vendas com margens gordas se foram – e é provável que a situação persista por um bom tempo.

Portanto, se você é um empreendedor cujo produto ou serviço irá melhorar de fato a vida das pessoas – a um custo significativamente mais baixo do que o da concorrência -, saiba por que talvez este seja o momento certo de levar sua ideia adiante.

Nota: Trecho retirado de postagem do Portal Exame

Video: Steve Jobs “connecting the dots”

O video abaixo (dividido em 2 partes) mostra o discurso de Steve Jobs, fundador e CEO da Apple, numa cerimônia de formatura de Stanford, EUA. Seu dicurso conta como 3 histórias de sua vida, aparentemente sem ligações entre si, foram cruciais na sua carreira e no seu indiscutível sucesso.

Parte 1

Parte 2

Links diretos: parte 1 e parte 2.

Dica diária ao empreendedor 37: Por quanto tempo devo guardar os livros e os documentos contábeis?

A dica de hoje foi dada pelo blog Beco com Saída: um canal de comunicação com todos os empreendedores que sonham em abrir o próprio negócio e para aqueles que já estão há algum tempo no mercado.

Abaixo, relacionamos os prazos de guarda dos documentos:

1 - Trabalho e Previdência

- documentos sujeitos ao FGTS: 30 anos;
- documentos sujeitos à fiscalização do INSS , PIS/PASEP e salário-educação: 10 anos;
- termo de rescisão do contrato de trabalho, aviso prévio e pedido de demissão: 2 anos;
- CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados: 3 anos;
- livros de atas da CIPA, livros de inspeção do trabalho, contrato de trabalho e livros ou fichas de registro de empregados: indeterminado;
- RAIS: 5 anos;
- demais documentos: 5 anos.

2 - IPI, IRPJ, ITR, II e ISS: 5 anos;

3 - ICMS: depende da legislação de cada Estado e do Distrito Federal; a regra geral é de 5 anos;

4 - documentos Fiscais e Livros Contábeis e Fiscais para fins de Fiscalização do PIS/PASEP, COFINS, CSLL: 10 anos.

Networking: como organizar sua rede de contatos

Mesmo acreditando na lei geral da meritocracia (ganha quem faz melhor), o famoso ‘QIQuem Indica‘ deve ser considerado essencial por qualquer empreendedor que busca o sucesso.

Negócios acontecem entre empresas, mas representadas por pessoas, ou seja, tudo depende delas e da credibilidade que uma passa à outra – e isso também vale para indicar (ser indicado por) pessoas – como os gurus de negociação dizem “confiança é tudo“.

Porém, é muito fácil você se perder nas inúmeras oportunidades/contatos que aparecem e, por isso, nós recomendamos aqui uma pequena classificação para você não só organizar seus contatos numa planilha básica, como também para direcionar seu foco de atuação:

Clientes e fornecedores
São os mais óbvios, já que necessariamente estão diretamente envolvidos com a produção e geração de receita. Deixá-los bem definidos (mesmo os que são ainda ‘possíveis clientes/fornecedores’) e defini-los como prioridade alta (contato constante) são pontos que farão a diferença para você ter melhores fornecedores e mais clientes.

Oráculos
São aqueles que por terem mais experiência conseguem te dar feedbacks sobre o andamento do seu negócio e, obviamente, te apresentar a outras pessoas. Por serem pessoas normalmente ocupadas, planeje bem as (poucas) conversas pra saber antes exatamente como elas te ajudarão.
Se você não conhece diretamente oráculos que podem te ajudar, não tenha medo de simplesmente começar um contato do zero: esse tipo de cara-de-pau ajuda muito.

‘Amigos’
Através da sua rede pessoal ou mesmo de contatos que surgem por acaso, você conhecerá pessoas de diversas áreas que não necessariamente tem a ver com seu negócio. Porém, ao passo que você conhece cada vez mais pessoas, você se torna um direcionador de contatos, conectando pessoas que podem fazer negócios entre si. Qual seu ganho direto com isso? Nenhum, mas ajudar alguém confiável não machuca, não gasta quase nada de tempo e, de alguma forma, isso sempre volta pra você.

Abraços,
Luiz Piovesana (elevando o QI)

Dica diária ao empreendedor 36: Envolva-se com a comunidade local

A dica de hoje foi dada por Jennifer Chapman. Jennifer é a fundadora da Hemloq, uma empresa de cosméticos lançada em 2008.

Envolva-se com a comunidade local.

Envolvendo-se em eventos de caridade locais, você ganha uma ótima exposição para sua empresa. Não apenas você contribui para a comunidade, como também é uma ótima forma de apresentar seus produtos e serviços para as pessoas na medida em que você aumenta sua rede de contatos.

Especialmente em temos de crise econômica, muitas pessoas gostam de lidar com negócios locais e pequenas empresas nascentes. Além do mais, você verá que ajudando os outros, eles te ajudarão a promover seus produtos e serviços.

Gestão de pessoas: como gerenciar recursos humanos no dia-a-dia

Aqui no Saia do Lugar falamos muito sobre como iniciar um negócio. Em recursos humanos, por exemplo, já falamos sobre como contratar e demitir pessoas. Dessa vez resolvemos passar algumas dicas para gerenciar seus funcionários no dia-a-dia:

Conhecer e se acostumar com os detalhes da “máquina” funcionando
O empregador deve prover meios para que um novo funcionário possa conhecer sua empresa, por exemplo treinamentos nas distintas áreas, reuniões com os atuais funcionários, leitura de documentos existentes etc. Após essa introdução, é preciso não só acompanhá-lo para que eventuais dúvidas sejam sanadas (o que é extremamente comum), mas também dar um tempo para que todo o processo seja digerido pela pessoa – com certeza depois disso sua produtividade aumentará consideravelmente (o tempo exato varia, mas pode chegar até 2 meses).

Definição e descrição dos cargos
Sempre mostre claramente a todos da empresa o que cada pessoa é responsável por garantir funcionando e/ou entregar. Isso ajuda não só a dinâmica interna de trabalho, fazendo com que menos coisas tenham que ser repassadas de uma pessoa pra outra, como também faz com que seja de conhecimento geral como funciona a cadeia produtiva da empresa. Além disso, essa clareza nas descrições de cargos e responsabilidades ajuda no alinhamento da organização como um todo através do reconhecimento próprio de cada funcionário no resultado final da empresa, ou seja, você proverá uma visão, um meio do funcionário pensar “fora da caixa” – ao contrário do que acontece na maioria dos casos, quando a pessoa não vê o porquê e, por isso, faz apenas o básico.

Administração de salários

Existem alguns critérios básicos para a definição de um salário: formação acadêmica, experiência, tempo de trabalho diário e média de mercado são os mais básicos. Porém, a adoção de critérios extras ligados à meritocracia, ou seja, aos resultados gerados/garantidos por esse funcionário podem ajudar não só ao aumento de produtividade geral, como também na motivação dos seus funcionários mais importantes e/ou produtivos. Tenha uma parcela do salário fixa, mas premie financeiramente por performance. Não exagere na definição do que é alta performance, caso contrário seu caixa pode não aguentar.

Quem é o resolvedor de problemas?

Por mais bem descritos que sejam os cargos na sua empresa, acontecerão problemas não-previstos e sem um responsável direto. E aí, quem é que resolve? Na maioria das pequenas empresas essa pessoa é o próprio dono, porém em vários casos pode ser que exista um gerente geral encarregado disso. Para o bem geral da nação e da resolução rápida dos problemas da sua empresa, tenha alguém de confiança para resolver os problemas quando você não estiver presente.

Abraços,
Luiz Piovesana (por um dia-a-dia mais funcional)

Dica diária ao empreendedor 35: Inscrições abertas para o Desafio Brasil

A dica de hoje foi publicada pelo Startupi: um blog voltado para o mercado de startups de tecnologia, principalmente web, e todo o mercado que o circunda, como por exemplo, capital de risco, incubadoras e aplicativos web. O foco é o mercado brasileiro.

O Desafio Brasil, competição de novos negócios feita pela GVcepe (Centro de Estudos de Private Equity e Venture Capital da EAESP-FGV), abriu inscrições esta semana. A competição, antes focada em plano de negócios, mudou pois já que agora é aberta a todos os empreendedores e não só estudantes.

O Desafio existe desde 2006 e desde então recebeu mais de 350 inscrições de equipes brasileiras. Todos os inscritos na edição deste ano, além de concorrerem aprêmios em dinheiro, tem a chance de participar do Desafio América Latina e também representar o Brasil na IBTEC (Centro de Estudos de Private Equity e Venture Capital da EAESP-FGV),

Quem precisar de maiores informações sobre o Desafio Brasil, verificar se seu projeto/ empresa é elegível e outras informações como prazos (as inscrições acabam em 5 de junho de 2008), visite a página da competição no Ning.