Quanto mais cabeludo é o problema do cliente, mais difícil é entregar a solução completa, por isso aqui vão 4 dicas para quem quer resolver o problema até o fim, garantindo a satisfação do cliente, mas sem se matar pra isso. veja mais
Se está entre as pessoas que "não tem tempo pra nada", confira abaixo algumas diferenças de postura que podem te levar a um dia-a-dia muito mais produtivo. veja mais
A dica de hoje foi dada por Jason Ast, palestrante, empreendedor e consultor nas áreas de vendas e marketing.
Ter uma boa rede de contatos é essencial para o seu negócio. Encontrar clientes, parceiros, associados, vendedores… tudo isso pode ser feito se você souber como fazer contatos.
Eventos de troca de contatos ocorrem todas as noites na maioria das cidades do mundo. Antes de ir para um desses eventos, leve em consideração os seguintes pontos:
Prepare um discurso de 30 segundos sobre você e sobre seu negócio.
Pergunte abertamente para cada pessoa que você conhecer como você pode ajudá-la. Só depois explique como ela pode te ajudar.
Pegue os cartões de visita, lembre de algo específico de cada pessoa que você conversou e quando chegar em casa, mande um e-mail para cada pessoa explicando o quanto você gostou de te conhecido-a e que espera trabalhar com ela no futuro. Menciona algo específico que você conversou com ela… isso irá impresssioná-la!
Digamos que você usou a metodologia OPS para identificar oportunidades e conseguiu criar um produto com atributos CUS. Falta agora descobrir o mais importante, como colocar seu produto no mercado.
Para realizar essa mágica de fazer as pessoas comprarem seu produto, recomendamos 4 passos.
Análise de mercado
Para analisar um mercado, você tem basicamente 2 opções.
Pesquisa de gabinete: Procurar dados lendo notícias, relatórios técnicos, estatísticas do governo, dados de associações comerciais etc. Em geral, caso você seja pequeno, esses dados servirão mais para te dar uma idéia geral do que alguma garantia sobre seu produto.
Pesquisa de campo: Perguntar ao seu possível cliente o que ele usa atualmente para resolver o problema que você resolverá, o que ele precisa e quanto ele pagaria pelo seu produto. Para a maioria dos empreendedores, os dados mais importantes vem da boca do próprio cliente.
Você não precisa de um mercado potencial de 1 bilhão de pessoas. Para começar, o mercado ideal é aquele que é um pouco maior do o que você consegue atender. Quando você crescer, aí sim você precisa de mercados maiores. Se você está vendendo bem, provavelmente é um sinal de que mais pessoas do que você tinha imaginado vão acabar comprando seu produto e você não precisa mais se preocupar em ter certeza de que existe mercado.
Faça as pessoas ouvirem falar de você
Digamos que seu produto tem um mercado potencial enorme. Se o seu mercado enorme não lhe conhecer, nada adianta.
Tenha uma estratégia para divulgar seu produto. Algumas opções são: internet (sim, estamos nos divulgando nesse momento), telefone, panfletos, TV e rádio. Descubra qual a forma de mídia que seus possíveis clientes usam e utilize-a com o menor custo possível.
Tenha entusiastas
Caso sua ideia seja realmente boa, provavelmente você terá pessoas que amam seu produto e farão o que puderem para ajudar a divulgá-la. Esses entusiastas podem ser: clientes felizes, amigos, empresas parceiras, referências na área que você atua etc. Ame os seus entusiastas e eles o ajudarão a “espalhar a palavra” melhor do que ninguém.
Saiba distribuir o seu produto
Imagine que há uma multidão de clientes desesperados para comprar o seu produto mas que não sabe como encontrá-lo. Não é o que você quer né?
Normalmente você precisa do cliente mais do que ele precisa de você, não dificulte a vida dele. Antes de lançar seu produto pense bem em como distribuí-la aos seus clientes. Algumas formas de distribuição: internet, correio, lojas de varejo, distribuição direta, equipe de vendedores etc.
Essas são as dicas Empreendemia do que temos feito para entrar no mercado. E vocês, o que tem feito?
Abraços,
Millor Machado (a favor de produtos entrando no mercado)
Dica mandada por Brian Linton. Ele começou a Sand Schack, uma marca de moda de praia, em abril de 2006. Agora ela pode ser achada em lojas nos EUA.
Comunicação é muito importante. Não diminuindo a importância da interação cara-a-cara, mas na maioria das vezes nós nos comunicamos mais pelo telefone do que ao vivo. Portanto, é muito importante que você tenha boas maneiras ao telefone e reaja rapidamente a reclamações ou problemas que sua empresa enfrentar.
Além disso, a maneira que você e seus funcionários falam ao telefone pode ajudar ou destruir certos acordos, e uma vez que você foi ruim ao telefone, será necessário muito mais do que uma ligação para mudar a opinião das pessoas sobre você ou sobre sua empresa. Consequentemente, treine bem seus funcionários e nunca subestime o poder de ser gentil, especialmente ao telefone.
Dica mandada por Brian Linton. Ele começou a Sand Schack, uma marca de moda de praia, em abril de 2006. Agora ela pode ser achada em lojas nos EUA.
Todos os anos vemos empresas indo e vindo, algumas faturando milhões em um ano por vender um novo produto. Apesar disso, se essas empresas esquecem da qualidade em atendimento de clientes e da qualidade no produto, muito provavelmente elas falirão no futuro. Sucesso de longo prazo é determinado por sempre prover serviços e produtos de qualidade. A qualidade desses produtos e serviços devem ser proporcionais (ou exceder) a quantia pela qual você as vende (bom valor para o cliente).
Faça da qualidade seu foco e objetivo primários em todos os aspectos do seu negócio. Se ela não o for, um dia sua empresa sairá do mercado.
Dica mandada por Jun Loayza. Jun é o Fundador da Future Delivery, lugar em que ele está criando o Viralogy, rankeador de blogs.
O melhor empreendedor lidera com perguntas, não com respostas.
Não diga ao seu time o que eles devem fazer; ao invés disso, pergunte para eles sobre suas idéias. Um time que sente que suas opiniões tem valor sentirá que faz parte da empresa e consequentemente se empenhará mais do que nunca.
Durante reuniões, pergunte aos seus colegas quais são seus objetivos. Se você deixá-los escolher as próprias metas, eles trabalharão mais arduamente e irão até ultrapassar as expectativas.
Caros leitores, é com muito prazer que lanço hoje o Dica Diária ao Empreendedor. Basicamente nós colocaremos dicas diárias ao empreendedor (ah-há!).
O DDE veio de uma parceria com o Brian Linton, já mencionado anteriormente no blog. O Saia do Lugar publicará em português o conteúdo do blog Daily Entrepreneur Tip.
Além disso, nós coletaremos dicas do empreendedor brasileiro e mandaremos para o Brian. Por favor, comentem e mandem dicas!
Enfim, chega de enrolação. Postarei agora a primeira dica.
Abraços,
Millor Machado (por um mundo em que empreendedores trocam dicas todos os dias)
Obs.: Artigo baseado em artigo de Guy Kawasaki. Para ler o artigo original, clique aqui.
A realidade é clara: é muito difícil conseguir financiamentos para se começar uma empresa. Mas isso não é e nunca foi motivo pra não começar a sua.
O empreendedor alça-de-bota faz a empresa girar a partir de muito pouco e, claro, fazendo isso de uma maneira mais eficiente que o normal. O termo “alça-de-bota” (bootstrapping) vem da lenda alemã do Barão de Münchhausen, que conseguiu sair sozinho do pântano se puxando pelas alças das próprias botas.
Aqui vão 7 dicas sobre como ser um empreendedor alça-de-bota:
1- Fluxo de caixa positivo ao invés de lucratividade
Sim, a empresa é financeiramente saudável se tiver lucro, mas a realidade é que você paga contas com dinheiro, logo sem dinheiro você não paga nada e suas atividades ficam comprometidas. Enquanto não se tem giro suficiente, priorize receber rápido e jogar pagamentos pro futuro. Aquele super projeto caro que demora pra receber ficará mais pra frente.
2- Comece prestando um serviço
Por exemplo, você está abrindo uma empresa que produz um dispositivo de economia de energia para grandes máquinas e, enquanto você o desenvolve, você também pode oferecer consultoria e outros seviçosembasados no progresso já feito. Isso resulta em dinheiro rápido, contatodireto com futuros clientes e feedbackdireto deles.
3- Faça previsões realistas: de baixo pra cima
Não adianta falar que seu mercado vale R$ 500 milhões e que se você pegar 1% do mercado é uma previsão pessimista, porque com certeza uma empresa nova não terá capacidade pra isso. Ao invés, monte suas previsões a partir de suas capacidades (bottom-up): número de vendedores, horas de trabalho, capacidade de produção etc.
4- Lute nos pontos certos e com foco
Tentar abraçar o mundo é furada, principalmente se sua empresa está começando. Escolha onde atuar e, aí sim, coloque recursos nisso – invista no que faz a diferença e no que você faz melhor. Não ache que criar tudo sozinho seja um diferencial, acredite: existem muitas coisas prontas pra usar e parcerias por fazer.
5- Entregue seu produto e converse diretamente com seu cliente
A perfeição é inimiga do suficientemente bom. Entregar seu produto faz não só dinheiro entrar, como também trará respostas de clientes. Além disso, contatediretamente seu cliente final, pois só ele pode falar como melhorar seu produto – distribuidores são sim importantes, mas desde que você tenha clientes.
6- Menos pessoas
Ter gente suficiente pra atender aquele 1% do mercado de 500 milhões é loucura, porque você não vai vender tudo isso e porque você vai ter que pagar esse pessoal. Em caso do mundo acabar de tanto trabalho, quem está lá tem que dar conta até que essa tendência vire regra e você tenha capital para contratar mais – isso é um problema bom, mas não tão comum.
7- Simplifique a comunicação
Pessoas, incluindo seus clientes, são bombardeadas o tempo todo, por isso explique bem seu produto e em pouco tempo (esse pouco é o único que você tem). Pra economizar esse tempo e também dinheiro, posicione seu produto contra o líder – tendo essa referência você economiza o tempo de entendimento do produto e pode gastá-lo comparando-o. Exemplo: “O Lexus é tão bom quanto um Mercedes, mas mais barato”.
Empresas deixam de existir porque morrem, e morrem por falta de dinheiro. Garanta a existência dele e você poderá continuar crescendo pra mudar o mundo.
Abraços, LuizPiovesana (tirando cerveja… digo, água de pedra)
Nesse processo de estudo sobre empreendedorismo nós lemos e ouvimos muitas coisas. Algumas delas verdadeiras, outras nem tanto. Vamos aqui esclarecer qual nossa opinião sobre alguns mitos que ouvimos.
1. Empreendedores nascem empreendedores
Talvez. Algumas pessoas realmente nascem com uma boa dose de criatividade, energia e disposição para criar um negócio próprio, mas isso por si só é como uma massa de modelar. É sempre necessário um trabalho árduo pra transformar esse talento em experiência relevante.
2. Empreendedores são apostadores
O bom empreendedor não simplesmente aceita que há risco e aposta nisso. Ele tenta influenciar as probabilidades e diminuir os riscos com uma palavra mágica: estratégia.
3. Empreendedores querem o show todo para eles
É possível sobreviver com uma empresa em que o empreendedor trabalha praticamente sozinho. Mas, para um alto crescimento e a criação de algo que realmente faça diferença na sociedade, o empreendimento precisa ser um trabalho em equipe. Ou seja, o empreendedor pode ter 100% de uma torta, mas só um time poderá fazer a torta crescer consideravelmente.
4. Empreendedores são 100% independentes e não prestam satisfação aos outros
Mentira, empreendedores precisam prestar contas para muitas pessoas. Pra começar, aos seus clientes. Além disso, eles também precisam servir aos seus empregados, familiares e à sociedade em si.
5. É preciso uma idéia genial e um ótimo plano de negócios para dar certo
Nada disso. Usando a metodologia OPS para procurar oportunidades, tendo uma idéia que passe Credibilidade, Utilidade e Simplicidade (atributos CUS) e respondendo às 11 perguntas para responder antes de começar, garantimos que você está pronto para sair do lugar. Seu sucesso dependerá principalmente da aplicação desses conceitos na prática.
6. Empreendedores são estressados e pagam um alto preço por isso
Gerir o negócio próprio é estressante e demanda uma alta carga de trabalho. A questão é que há uma grande satisfação em cuidar de algo próprio, isso é mais recompensador do que qualquer quantia de dinheiro. Leia mais em Empreender é mais legal.
7. Se você começar um negócio e falhar significa que você está fadado ao fracasso
Mentira cabeluda. Existem muitos casos de empreendedores que faliram mas que aprenderam com os erros e voltaram com força total. Não queremos estimular ninguém a sair falindo negócios, o ponto é: errar uma vez não te destrói pra sempre, desde que você acerte em algum momento.
8. Sem muito dinheiro é impossível começar um negócio
Com uma boa oportunidade, uma boa comunicação e um time competente existe uma chance razoável do empreendedor receber investimento externo. Caso isso não ocorra, sempre há a opção de ser um empreendedor alça-de-bota (maiores explicações no próximo post). Além do mais, uma grande quantidade de dinheiro não garante que um negócio terá sucesso.
9. Empreendedores são movidos apenas pela vontade de ganhar dinheiro
É possível que alguns sejam, mas não os que valham a pena ser analisados. Dinheiro não aparecerá simplesmente se você pensar “dinheiro” 100 vezes por dia. Dinheiro vem de clientes, por isso faça a vida deles melhor e você será recompensado. Pense em melhorar a vida das pessoas e criar algo com atributos CUS e o dinheiro aparecerá.
10. É necessário ser um gênio para empreender bem
Habilidade matemática e analítica é muito bem-vinda, mas existem habilidades e competências muito mais importantes. Recomendamos a leitura do post: Quais são as características do empreendedor?
É isso aí, esperamos ter tirado algumas dúvidas sobre alguns pontos que assombram as pessoas.
Se você também tem alguma história a contar ou algum mito que você detonou, por favor, nos mande.
Abraços!
Millor Machado (detonando mitos)
p.S.: Agradecemos a Lucas Sales e Jorge Sosa pelos comentários de que nosso blog os inspirou nas suas jornadas pelo mundo empreendedor.
Também agradecemos a Daniel Bruzeguez e Daniel Junqueira pelas contribuições ao nosso conteúdo.
Acho que a maioria de nós conhece ou pelo menos já se deparou com o conceito de Missão Empresarial, certo? Bom, aqui vão alguns exemplos: Nestlé, Eaton e Petrobrás.
São textos bonitos, não são? Mas qual a utilidade deles? Eles realmente fazem tanta diferença? Vale a pena uma empresa investir milhares de reais para que sua diretoria e gerência passem um fim de semana inteiro no meio do mato (ou na praia – varia bastante) pra construi-los? Junte às vezes um moderador que não conhece sua indústria e pronto: a empresa acabou de gastar um monte de dinheiro em algo nada único e que não faz diferença.
Meu ponto aqui não é criticar essas missões diretamente (muito menos as empresas), mas sim mostrar que um empreendedor não deve se preocupar ou, muito menos, gastar dinheiro com o desenvolvimento de uma missão. Uma MPE ou uma startup não precisa disso.
Ok, mas a definição do que a empresa faz é extremamente necessária: ninguém pode trabalhar no escuro ou sem objetividade. Pra isso, sugerimos a criação de um Mantra. Um mantra tem 3 ou 4 palavras que resumem o que sua empresa faz (ao contrário de uma missão, que tem 50 palavras, puxa o saco de todos os possíveis colaboradores e pode até salvar o mundo das cáries e os pandas da extinção… Mas no fim, ninguém consegue lembrar).
Alguns possíveis exemplos de mantras:
Nestlé: Good Food, Good Life (boa alimentação, boa vida) – já usado por eles, mas talvez só como slogan.
Petrobras: Energia Brasileira (será que eles não querem comprar essa ideia?).