Para uma idéia ter um bom potencial de negócio é muito simples, você precisa saber se existem pessoas dispostas a pagar pelo seu produto/serviço em quantidade suficiente para você ter lucro. Porém, para não ser simplista, vou descrever um pouco melhor as etapas necessárias para avaliar se uma idéia é realmente uma oportunidade ou um dos planos “infalíveis” do Cebolinha.

Evite ideias geniais de produtos inúteis
Em livros de administração, provavelmente você encontrará algo sobre a análise dos 3 Ms:
- Demanda de mercado (Market Demand): Avaliar se o produto/serviço proposto é algo que realmente as pessoas queiram.
- Tamanho e estrutura do mercado (Market size&structure;): Conferir se existe um bom número de clientes em potencial e se na hora de entrar no mercado a briga será com empresas menores ou com monstros que já dominam o mercado e te atropelarão facilmente.
- Análise de margem (Margin analysis): Nessa etapa o importante é saber se seu produto pode ser produzido com um custo baixo o suficiente pra você ter lucro com as vendas.
Pra variar, nós concordamos com esse conceito, mas achamos que na prática ele não responde tão bem a pergunta “Será que a minha idéia vale a pena?”.
Para resolver esse problema, apresentamos a versão Empreendemia dos 3 passos para avaliar uma idéia de negócios. Chamamos essa de metodologia OPS (não, não é o da Britney Spears).
- Observe: Imagine oportunidades de negócios como ondas de rádio. Elas estão aí, mas é necessária uma ação (ligar o rádio) para ouvir a música. No caso do empreendedor, ele precisa sempre conversar com as pessoas e ler notícias para ver o que as pessoas querem. Criar algo revolucionário mas que ninguém queira comprar é simplesmente inútil.
- Pesquise: Para confirmar se realmente existe a demanda pelo seu produto/serviço só existe uma saída, pergunte para seus possíveis clientes! Pedir dicas e sugestões da sua avó não vale, converse com pessoas que não tem a obrigação de gostar de você e veja se eles estão dispostos a te pagar pelo que você está oferencendo.
- Saia do lugar: O risco sempre existiu e sempre existirá na hora de abrir uma empresa, aceite isso ou desista de ser empreendedor. Como diria o Padre Quevedo, uma idéia perfeita é algo que “non ecsiste”. Não espere um toque de genialidade, se você tem alguma coisa já é melhor do que nada. Saia do lugar!
Agora fica a pergunta: “E você, o que tem feito para tirar suas idéias do papel?”
Abraços,
Millor Machado (observando, pesquisando e saindo do lugar)







Olá Millor e Luiz:
Tenho acompanhado as postagens e apreciando muito do modo como vocês escrevem sobre o tema. É um estilo jovem e inteligente, que passa perfeitamente o recado. Parabéns pela capacidade de síntese. Suas perguntas incitam ao questionamento e a vontade de colocar em prática.
Abraços,
Débora
Grande texto. Simples e direto… Gostei muito da metodologia! Posso utiliza-la em minhas aulas? Abraços e parabéns pelo blog!! Muito bom mesmo.
André,
Muito obrigado pelos elogios! Sempre bom saber que nosso conteúdo tem sido
útil.
Fique completamente a vontade para usar o OPS em aulas. Você é professor de
empreendedorismo?
Abraços!
Grande texto. Simples e direto… Gostei muito da metodologia! Posso utiliza-la em minhas aulas? Abraços e parabéns pelo blog!! Muito bom mesmo.
André,
Muito obrigado pelos elogios! Sempre bom saber que nosso conteúdo tem sido
útil.
Fique completamente a vontade para usar o OPS em aulas. Você é professor de
empreendedorismo?
Abraços!
Millor, gostei da metodologia. Se adequa ao perfil e a realidade de vários empreendedores que apoio, através de um projeto para fomento do empreendedorismo e desenvolvimento local. Bom saber que podemos disseminá-la. Depois conto os resultados. abs.
Olá tenho acompanhado no twitter e tenho gostado muito das postagem e o blog ta de parabéns estou aprendendo muito com o blog, obrigado por disponibilizar as suas ideias com a gente
Cleiton,
Fico realmente muito feliz em saber que nosso conteúdo tem sido útil. Você
também está empreendendo?
Precisando de qualquer ajuda na sua empresa, só falar.
Abraços!
Realmente dicas fascinantes e importantes. Sou moçambicano e há sensivelmente um mês descobri o vosso site. E daí passo todos os dias para conferir as novidades. Já desenvolvi alguns planos de negócios e na verdade ainda não consegui sair do lugar. Por vezes até acho ideias geniais, porém não inúteis, mas falta-me com quem interagir.
Força e boas empreitadas!
As dicas são boas realmente, mas acredito que em determinados negócios, vale apenas a última dica: “Saia do Lugar”, principalmente no que diz respeito a produtos de internet. O que quero dizer fica claro na seguinte situação: Imagine vocês, o Biz Stone, criador do Twitter, com o projeto debaixo do braço tentando convencer/explicar às pessoas/investidores o que é/do que se trata o Twitter. Garanto que todos iriam dar de ombros aos seus esforços. Logo no início, quando o Twitter começou, era a coisa mais difícil do mundo explicar a alguém que não conhecia o que era o Twitter e porque era legal usá-lo. Todos achavam a “coisa mais sem graça” do mundo. Algumas coisas, só fazem sentido, se você usar/experimentar. Por isso eu creio que, “sair do lugar” as vezes é a coisa mais importante para o sucesso, mais que pesquisas ou opiniões.
Sergio,
Concordo em partes com você. Apesar do Twitter em si não fazer muito sentido
sem conhecer a ferramenta, as pessoas já usavam faz tempo o status do MSN
pra dizer o que estavam fazendo. O formato em si podia ser completamente
inovador, mas a demanda por comunicação sempre existiu e acho que dessa
observação que surgiu a ideia do Twitter.
Observação acho que é fundamental em qualquer área e todas as ideias surgem
de alguma observação. É como o ditado dizia: “A maçã caiu na cabeça de
várias pessoas, mas foi Newton quem percebeu a gravidade”. É preciso estar
atento para ter ideias. Outra analogia é que mentes são como o solo. A chuva
que cai no concreto é a mesma que cai nos solos férteis, mas o resultado é
bem diferente.
Sobre pesquisas, acredito que o formato da pesquisa que é diferente para
produtos inovadores, mas ela continua sendo importante. Pesquisas de mercado
para produtos convencionais servem para acertar detalhes enquanto para
produtos inovadores elas servem para criar um conceito de produto.
No próprio caso do Empreendemia, ninguém entendia direito pra que ia servir.
Mas com os feedbacks que tivemos, nós conseguimos entender as barreiras que
as pessoas enxergavam, moldar nosso discurso para diminuir essas barreiras e
criar o produto de acordo com a demanda que as pessoas tinham. Essa
pesquisa, apesar de não ser uma pesquisa de mercado tradicional, foi
fundamental para nosso processo de desenvolvimento de produto.
Que acha desses raciocínios?
Abraços!
São bem coerentes …. também concordo em partes.
Um dos melhores posts. Concordo com o OPS somado aos 3M e outras coisitas mais. Já li também aqui no Saia do Lugar que o segredo do fracasso é conseguir cada vez mais mercado num setor em decadência. Assim, ainda que suas idéias sejam aplicáveis elas podem não se traduzírem em oportunidades.
Olha um exemplo bizarro.
Um tempo atrás tava fazendo um plano de negócios para criar um sistema de cadastro de caminhões de trabalhadores autonomos para criar uma espécie de rádio-caminhão de mudança parecido com o rádio-táxi onde ligaria os interessado em mudar com os interessados em fazer a mudança. Tudo deu bem certo no Plano até que qdo eu fui botá-lo em prática veio a surpresa. Os motoristas simplesmente não queriam se formalizar. Podíam ganhar mais dinheiro, mas ficaram com medo dizendo que não entendíam destas coisas e não pagaríam contador e impostos em cima do dinheiro deles.
Pois é Roberto, é o que falam “Nenhum plano sobrevive ao contato com o
inimigo”.
Muito interessante esse caso dos motoristas, é realmente algo que
dificilmente algum plano ou teoria iriam prever.
Essa questão do mercado estar em decadência é muito importante, é
fundamental conferir se a oportunidade tem futuro ou se é algo interessante
só por agora.
Abraços!
Dentro do comentário do nosso amigo Sergio Maia creio o Millor ter replicado muito bem. Quero dizer Sergio que concordo quando disse que “sair do lugar, as vezes, é a coisa mais importante para o sucesso”, mas no meu entendimento pesquisar e levantar opiniões é também uma das formas de se sair do lugar. Não são eventos multi-excludentes, pelo contrário, se somam sinergicamente. Ainda no próprio exemplo do Twitter há dúvidas por parte do próprios investidores de que ele possa ser rentável, todos os esforços da empresa se concentram nesse datalhezinho do sem dinheiro, não tem Twitter.
Os caras do google mesmo, levaram vários projetos para um professor figurão de Stanford, o qual sugeriu que investissem tempo ( não tinham $ algum!) nos códigos do sistema de busca e sua implementação. Não precisa ser formal, mas tem sim que colher as opiniões dos outros, até mesmo para amadurecer a sua idéia durante o processo de apresentação. O processo é igualmente importante. E vamos combinar que assim como uma andorinha não faz verão, uma idéia não faz uma empresa. São uma sucessão de idéias que servem de ferramentas para que pessoas qualificadas façam ou toquem adiante uma empresa.
Ótimos comentários Roberto!
Realmente a ideia do OPS é serem 3 passos que acontecem ao mesmo tempo. Ao
mesmo tempo em que você está saindo do lugar, precisa continuar observando
oportunidades e pesquisar como melhorar a ideia.
Lógico que, dependendo do estágio de desenvolvimento da ideia você irá focar
mais em um dos 3 pontos, mas o objetivo é aprender rápido pra conseguir
desenvolver o produto de forma rápida. O contato contínuo com o cliente
serve pra diminuir o custo com retrabalho.
Abraços!
OI, EU TENHO UMA IDÉIA QUE IRÁ REVOLUCIONAR O RAMO MOVELEIRO E NÃO SEI COMO FAZER PARA COLOCAR EM PRÁTICA. IRÁ FACILITAR MUITO A VIDA DE MILHÕES DE PESSOAS , INCLUSIVE OS POBRES. TODAS AS CASAS TEM UM OU DOIS OU TRÊS,OU MAIS. SE ESTIVEREM INTERESSADOS: